quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sétima 1-O começo ( Azimo e Itsah )



Era 2003, no segundo FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos). Passei um dia inteiro explicando para Kuabara e Leandro, a história de "Flecha-de-Fogo" . Uma HQ situada em Arton (universo de Holy Avenger), um protagonista Elfo Bárbaro que teria a missão de matar Thwor Ironfist, uma saga épica dividida em 3 sagas cada com 6 histórias (como toda referência doque tinha na época era de trilogias épicas alá Star Wars, SDA, ou de animes que nunca terminavam), acabei sofrendo do complexo de Tolkien( coisa muito comum nos jovens nessa idade). Enfim, era uma clichêzaiada do caralho.

estudo do dragão-de-aço
de Arton
Naquele dia vi numa exposição de vídeos um VMA de um Jogo no estilo Final Fantasy( daqueles VMA com músicas de metal farofa), não lembro o Jogo. Mas havia ninjas, cowboys, samurais, trens, barcos-voadores, e muitas explosões. E pensei: Essa coisa de Medieval clássico tá por fora, o negócio mesmo é misturar Cyberpunk com Medieval, Samurai com era Vitoriana, e muita cor, muita carisma, muito TUDO.

E com isso na cabeça fui pra casa concebendo oque seria o rascunho trash de Itsah...
com o Título originalíssimo criei: O PEREGRINO IMPLACÁVEL!

Kuabara também fazia uma HQ Arton(acho)... e como a imagem de Holy Avenger ainda estava muito impregnada na nossa mente. Acreditava que para criar um Gibi, era preciso ter um universo complexo de RPG por trás (culpa do Star Wars e Senhor dos anéis também), então Kuabara, Eu, Leandro(Massai), e DIEGO, começamos a criar o mundo do Peregrino; Sétima.

Embora tivesse muitos clichês, nosso univeso tinha méritos bem bacanas como a cartografia. O mundo tinha tecnologia, mas até o ano de 3.333(onde começaria a HQ de Itsah, oque poderia ser a própria terra num pós-apocalipse), e não haviam descoberto que o mundo era uma esfera no espaço(ou essa informação foi perdido, ou desacreditada), e nem que era redondo. O conceito da Rosa dos ventos só tinha 3 direções( Sulocidente, Suloriente e Cima!). Enfim, pensamos em muitas coisas interessantes, afinal era um mundo novo, o sistema de contagem alfabeto, TUDO PODIA SER DIFERENTE!

Cada uma dessas pessoas era encarredado de uma das Quatro partes em que o mundo era dividido :
>>>Massai, Sulocidental(a parte de RPG clássico, Elfos, Anões e Magia).
>>>Eu, Suloriente( a parte oriental, que misturava com maquinologia vitoriana)
>>>Diego, Cima( a torre central e as criaturas marinhas)
>>>Kuabara, as Ilhas, e...e...e o resto( ele gostava das ilhas com lutas de Aviões...piratas Aéreos)

Mas passou um ano e saiu um Mangá pela Conrad que tinha um persongem quase igual ao meu Peregrino-sem-nome-vingador: A lâmina do Imortal.
As cicatrizes, o samurai renegado....quase tudo era igual. bem ,não era o mesmo conceito, e era uma HQ bem repetitiva, e sem conteúdo, ou história. Mas eu não tinha como competir com os "Fatalitys" sanguinários que o Manji dava.

Fiquei decepcionado e desisti daquela história( que percebi só mais tarde o quanto isso foi ótimo).
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Leandro criava uma HQ sobre um Anão e seu meio-irmão Elfo(Hein Homilion), com o estilo de desenho do Eduardo Francisco. Ele continuava na viagem do RPG medieval...enquanto Kuabara partia para algo bem mais interessante: Azimo

Primeira capa de Azimo


Uma HQ medieval com tecnologia, mas com um clima de
narrativa alá Conan, ou Spaguettis, mais fluida e natural. E esse tom isso já era algo bem diferente.

Enquanto eu continuava na viagem de Flecha-de-Fogo(uma vez que tinha desistido do Peregrino)...naquela época o cenário de RPG nacional fervendo, Holy Avenger tinha acabado, e deixou um monte de filhotes(nenhum deu certo, mas naquela época ninguém previa isso), falavasse do Anime, a cada dia apareciam mais publicações de RPG.
E ter participado de uma espécie de Workshop, de seis meses com o Nitro( da RedeRPG, depois DragãoBrasil), da qual ele, Eu e uma porrada de babacas( Deftones, Kuabara, Leandro, Hugo), desenvolvíamos o Universo Cyberpunk( Intestine)com a promessa de ser publicado em nível nacional(nunca ocorreu), a única coisa que aconteceu foi colocarmos de graça algumas ilustrações na D20Saga. Além de ter visto algumas referências de cyberpunk, como BladeRunner e Animatrix. Que eu usaria mais tarde em Itsah.

Ter tido contato com pessoas ligadas quase que diretamente com o Universo de Arton, e visto um Workshop da Erica Awano no primeiro Anime Festival, só me fez crer que a merda do Elfo de Tanga de Flecha-de-Fogo, mesmo sendo num outro universo de merda, que pertence á outro cara...poderia até dar certo.

Só criei o conceito de Itsah(e esse nome) depois de ver Último Samurai, e percebido o quanto essa bosta de honra oriental já tinha enchido. Também minha esperança voltou quando Blade( o mangá) chegou lá pro número 17, e se percebeu que o tal samurai Punk...não era lá tão panque assim. E quando saiu Kill Bill, eu percebi que poderia ir muito mais além....
Mudei a história completamente, e principalmente o protagonista. Lendo Xôgum, percebi que o mais ofensivo não seria o tal samurai punk, mas pular o sentido de honra das castas de família...e simplesmente mudei o Samurai braço direito do Imperador para uma Atriz de Kabuki.(até hoje não me lembro de uma mulher Samurai em mangá).

Originalmente eu não queria desenhar Itsah, só escrever...porque ainda acreditava em Flecha-de-Fogo...

Kuabara chegou a segunda edição de Asimo, e aumentou significamente seu profissionalismo...então tivemos uma idéia que parecia óbvia; Juntar Itsah com Asimo, colocando a história dele como se passasse anos antes da minha...assim como O Hobbit estava para o Senhor dos Anéis. Assim compartilhamos dos mesmos vilões. E uma história explicaria indiretamente a outra.

Nessa época que surgiu O Esquartejado, o Zéphiro(que originalmente eram personagens de RPG que nunca foram usados, mas detalhademente criados pelo Kuabara) e Iö.



E só assumi Itsah definivamente e desisti de Flecha-de-Fogo (criada com 12 anos, até 17) ...quando tive uma idéia que faria da HQ de Itsah não apenas uma de fantasia plagiada de Mangás, e sim diferenciada. Cada edição seria executada com um estilo diferente, com uma narrativa diferente, e com número de páginas diferentes, e até com um estilo de formatação da publicação diferente uma da outra.

Magalomanísmo a parte: foi isso...

2 comentários:

Massai disse...

acabou que vc nao falou como o Diego acabou nessa historia ahauhauaha ele simplesmente sumiu nesse meio ai haahahah
foi uma boa biografia artistica!! hahaha

william disse...

Asimo, é Azimo...